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18 de out de 2017

Surdez unilateral em crianças deve ser tratada


Para muitas pessoas a surdez unilateral não afeta tanto o dia a dia, já que é possível escutar perfeitamente com o outro lado. Porém, no caso das crianças, essa falta de audição pode prejudicar bastante seu desenvolvimento e alfabetização. É o caso de Henrique Teixeira Coutinho, um menino de 5 anos que tem perda auditiva profunda no ouvido direito e audição normal no ouvido esquerdo. 

Em sua rotina, ele comentou com os pais que em diversas situações tinha dificuldade para identificar os sons à sua volta. Foi então que a mãe dele, ao notar que a surdez unilateral do filho estava prejudicando seu relacionamento com outras pessoas e o desenvolvimento escolar, procurou ajuda para que Henrique tivesse melhor qualidade de vida hoje e no futuro.

Henrique Teixeira Coutinho - foto: divulgação

Tratamento da surdez unilateral em crianças


O tratamento da surdez unilateral ainda é tema de debate entre a classe médica, uma vez que alguns profissionais não acreditam que uma solução auditiva para este tipo de problema possa melhorar significativamente a qualidade de vida dessas pessoas. Mas especialmente no caso de crianças, não escutar os sons em uma das orelhas pode trazer grandes prejuízos, principalmente quando essa perda auditiva é profunda.

Em crianças com perda de audição unilateral, dificilmente percebemos de imediato que elas não escutam bem. Foi assim com Henrique. Enquanto crescia, sua família notava que ele apresentava dificuldades para identificar os sons e também para entender as conversas, principalmente em ambientes ruidosos ou quando mais de uma pessoa estava falando ao mesmo tempo. Na escola, os professores relatavam que ele apresentava dificuldades de atenção.

Para tratar o déficit de audição em um dos ouvidos, foi criado um dispositivo auditivo por condução óssea chamado ‘Sistema Ponto’, uma prótese cirúrgica, adaptada com um processador de fala externo. O ‘Ponto’, fabricado pela Oticon Medical, é indicado para pessoas que apresentam perda auditiva condutiva, mista e unilateral profunda que estão impossibilitados de utilizar um aparelho auditivo convencional. É possível adaptar o Sistema Ponto com um pequeno implante, instalado durante uma cirurgia simples e rápida, seguida de uma reabilitação eficaz.

“Antes da decisão pela cirurgia, é possível realizar um teste com o ‘Ponto’ para que o usuário – ou os seus responsáveis - tenha certeza do benefício do implante. A cirurgia pode ser realizada a partir dos 5 anos de idade. Antes disso, porém, bebês e crianças podem utilizar um outro dispositivo, um processador de fala acoplado a uma faixa, para estimular a audição e auxiliar no desenvolvimento da fala”, explica a fonoaudióloga Andréa Caruso, responsável pelo tratamento de Henrique.


Sobre o Sistema Ponto

O ‘Sistema Ponto’ é a uma prótese cirúrgica osteoancorada, adaptada com um processador de fala, indicado para pacientes que têm perda auditiva condutiva, mista e unilateral profunda e que estão impossibilitados de utilizar um aparelho auditivo convencional. Fabricado pela Oticon Medical, empresa global de soluções auditivas implantáveis, com acesso aos mais recentes avanços em pesquisa, o Ponto tem uma alta tecnologia, desenvolvida e projetada para atender às necessidades do usuário e otimizar sua experiência auditiva, garantindo melhor qualidade de vida.

4 de out de 2017

Brinquedos sonoros podem causar danos à audição das crianças

Dia das crianças chegando e o que não falta são opções de brinquedos para presentear os pequenos; inclusive aqueles com sons incríveis, que imitam naves espaciais, sirenes potentes, dinossauros ferozes e até os acordes de guitarra dos astros do rock. Eles encantam a criançada e até os adultos! Mas, por trás de toda essa magia de luzes e som – que aparentemente é inofensiva – pode morar um grande perigo para a audição das crianças. Na hora da compra, os pais devem ficar atentos às condições de segurança. O selo do INMETRO é um importante indicador de que o brinquedo é seguro e que está dentro dos limites estabelecidos na legislação.

Brinquedos sonoros do tipo ‘made in China’, vendidos em camelôs, por exemplo, são os que trazem maiores riscos e chegam a emitir ruídos acima de 85 decibéis, que é o limite recomendado pelos médicos.


Atenção com brinquedos sonoros

“A exposição frequente a níveis elevados de ruído pode causar prejuízos irreversíveis à audição desde os primeiros anos de vida. Um carrinho de polícia desses que se encontra nos calçadões, por exemplo, pode registrar até 120 decibéis de ruído; maior que o barulho de um motosserra, que é de 100 decibéis, ou de uma britadeira, que alcança 110 decibéis. Mesmo breves exposições a sons elevados podem trazer riscos, principalmente para crianças pequenas. Portanto, esteja atento na hora de comprar brinquedos. Garantir a segurança dos filhos, com certeza, não tem preço”, explica Isabela Papera, fonoaudióloga da Telex Soluções Auditivas.

Alguns brinquedos sonoros fazem parte de uma “lista negra”. Se você, por exemplo, tem um rock star em casa, deve redobrar a atenção ao comprar brinquedos musicais como guitarra elétrica, bateria, tambor e trombeta, que podem emitir sons de até 120 decibéis. Já nos microfones, o volume pode atingir 135 decibéis – som comparado ao da decolagem de um avião. O risco está também nas bonecas, que a cada dia ficam mais parecidas aos bebês de verdade e falam e choram a plenos pulmões. Com isso, muitas emitem ruídos que podem chegar a 110 decibéis. E até a antiga brincadeira de polícia e ladrão usando armas de brinquedo traz riscos à audição O barulho emitido pelo brinquedo é calculado em até 150 decibéis, podendo causar dor nos ouvidos de imediato.

É verdade que os ruídos estão em todos os lugares e nem sempre dá para controlar seu volume, porém, dentro de casa, por exemplo, é possível ficar de olhos – e ouvidos – atentos para a intensidade do barulho a que seu filho está exposto.

“As crianças também estão expostas a altos níveis de ruído ao brincar com videogames, frequentar sala de jogos de computadores, assistir desenhos em alto volume na TV, ouvir música em volume alto com fones de ouvido, em celulares ou aparelhagens de som. Em ambientes barulhentos é aconselhável usar protetor auricular nos pequenos”, aconselha a fonoaudióloga, que é especialista em audiologia.

A Telex oferece protetores, chamados de atenuadores, que reduzem o barulho mas não impedem que a criança ouça o som das festas e brincadeiras. Os protetores auriculares são feitos sob medida para os pequenos – é preciso avaliar a idade da criança para o uso – e também para adultos que querem se proteger da poluição sonora diária a que somos submetidos.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, um barulho de 70 decibéis já é desagradável para o ouvido humano. Acima de 85 decibéis pode começar a danificar o mecanismo da audição. O contato frequente com um brinquedo que emite um som elevado pode causar danos auditivos, desde os primeiros anos de vida, afetando para sempre a audição das crianças. Os menores, de até três anos, são os mais afetados. E a dificuldade de ouvir pode atrasar todo o seu desenvolvimento, seja na área da fala e também no desempenho escolar.

15 de ago de 2017

Como escolher óculos para crianças em idade escolar

As aulas voltaram e é neste momento que os pais prestam mais atenção ao desempenho de seus filhos na escola. Mas, o que poucos se atentam é que, muitas vezes, as notas baixas estão relacionadas a dificuldades para enxergar.

De acordo com o Ministério da Saúde, 30% das crianças em idade escolar no país apresentam algum tipo de ametropia. O dado também é confirmado pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), que aponta que de 3% a 10% delas, com idades entre 7 e 10 anos, precisam usar óculos. Já segundo o Ministério da Educação, mais de 22% dos casos de abandono dos estudos são motivados por problemas na visão.
“É necessário observar se há maior dificuldade para reconhecer objetos e pessoas. Franzir muito a testa, apertar os olhos, tropeçar e cair com maior frequência são outros indicativos de que algo não está bem. E, quando isso acontece, compromete a qualidade das interações sociais da criança, e, principalmente, o seu aprendizado na escola”, alerta a médica oftalmologista, consultora da Óticas Diniz, Dra. Liane Iglesias.
No entanto, nem todos os pacientes infantis apresentam esses sinais. “Os erros refracionais podem passar despercebidos por um bom tempo, já que a criança não sabe o que está acontecendo com a sua visão. De maneira geral, hipermetropia, astigmatismo e miopia provocam embaçamento ou turvação na vista, dores de cabeça e cansaço visual devido ao esforço feito para tentar enxergar melhor”, esclarece a especialista. 


Como escolher óculos para crianças em idade escolar


Após a consulta com o médico oftalmologista, a realização de exames e a prescrição para o uso de óculos em mãos, o próximo passo dos pais ou responsáveis é procurar uma ótica. Para uma adaptação rápida, é importante que a criança participe da escolha do modelo para não rejeitar o acessório de imediato.

“O mais indicado é o uso de armações mais resistentes e maleáveis, como acetato ou silicone. Hoje em dia, há muitas opções de materiais e cores e, sem dúvida, vai ter um que vai agradar o seu filho”, esclarece Leandro Escudeiro, gerente de Marketing e Produto da Óticas Diniz.

Verificar como a armação está se ajusta ao rosto é outro fator que deve ser levado em consideração ao escolher óculos. Por serem pequenas, as crianças ainda não têm a base nasal completamente desenvolvida. E, para que o acessório não caia a toda hora, é preciso atenção, já que ele não pode estar nem largo ou apertado demais.

Segundo Escudeiro, motivar o uso dos óculos criando uma rotina para usá-los ajuda a diminuir as rejeições das primeiras semanas. “Explicar a importância de utilizar o acessório para enxergar melhor é fundamental para a compreensão da criança. Colocar os óculos assim que acordar e retirar apenas para tomar banho e dormir também contribui para uma melhor e rápida adaptação”, finaliza.

2 de ago de 2017

Ansiedade Infantil: como identificar os sintomas e ajudar seu filho

A ansiedade infantil, muitas vezes, pode ser confundida com birra ou comportamento típico de crianças mimadas. Porém, há alguns sintomas que, se aparecerem em conjunto, podem caracterizar o transtorno. De acordo com Sarah Lopes, psicóloga do Hapvida Saúde, as crianças que têm medo, roem as unhas com frequência, sentem vergonha, têm impaciência e medo de dormir sozinho no seu quarto, fazem xixi na cama, têm fobia escolar e que sempre querem estar perto dos pais são aquelas que, possivelmente, sofrem de ansiedade infantil.

Todos estes sintomas podem variar de acordo com o gênero e idade da criança, mas a ansiedade infantil geralmente afeta pessoas de 6 a 8 anos de idade, fase que elas começam a apresentar autonomia, prejudicando o desenvolvimento e fazendo com que este comportamento seja levado também para a vida adulta. A rotina escolar também é afetada e algumas crianças podem até mesmo perder conteúdos importantes. Já na vida pessoal, pode existir uma limitação e o desenvolvimento de um conceito negativo sobre si mesma, dificultando a sociabilidade.

Ansiedade infantil como ajudar seu filho                       

Para a especialista, o frequente uso da tecnologia é, atualmente, um dos principais fatores para o desenvolvimento da doença. Afinal, hoje em dia, os smartphones e tablets são os “brinquedos” preferidos das crianças e é cada vez mais comum encontrá-las entretidas com os aparelhos, tanto no ambiente domiciliar como também nas escolas e lugares públicos. Desta forma, elas se acostumam muito facilmente com o imediatismo e têm cada vez menos paciência para lidar com tudo que demande um pouco mais de tempo e espera.

“Atualmente, percebemos uma pressa nas coisas, nas pessoas, na tecnologia. E com as crianças não é diferente. Entre os brinquedos, acontece um descarte de objetos que facilmente viram obsoletos e perdem espaço para aparelhos tecnológicos. O que falta hoje em dia é mais contemplação. Parar e estar atento ao que se faz no momento presente. Ser presença!”, afirma Sarah.

Para a psicóloga, a percepção dos pais é algo fundamental para o tratamento da ansiedade, que devem ficar atentos aos sintomas e perceber o que é real. Ou seja, caso as crianças não queiram ir à escola, a primeira ação dos pais é verificar se existe algo lá que esteja impedindo o desenvolvimento da criança. “Pode ser a dificuldade de interagir com as outras crianças, dificuldade com o currículo escolar ou até mesmo bullying. Um único quadro, geralmente, não define a ansiedade infantil, são necessários alguns comportamentos para que o diagnóstico seja preciso”, ressalta Sarah.

A especialista explica que o comportamento dos pais também pode motivar a ansiedade dos filhos. “Não se diz que é hereditário, mas os pais transmitem este comportamento. Para a terapia cognitiva comportamental, somos frutos do meio, assim, se os pais apresentam comportamento ansioso, os filhos vão entender que é assim que o mundo funciona. São os pais os primeiros transmissores de como devemos ver, ouvir e agir diante das situações”, afirma.

O transtorno pode ser tratado de acordo com a intensidade da ansiedade e idade da criança. A família também deve ser avaliada e, se for o caso, também tratada. Atualmente, a terapia cognitiva comportamental trabalha de forma positiva com essas crianças, fazendo com que percebam aos poucos o que conseguem fazer e o quanto as ideias negativas atrapalham o seu desenvolvimento.

28 de jun de 2017

Dicas para não deixar a pele do bebê ressecar no inverno

A pele do bebê é muito sensível e pode sofre ressecamento na época do inverno. A hidratação da pelo do bebê nos dias frios é fundamental para evitar que esse ressecamento.  

Isso acontece porque a pele na primeira infância é dez vezes mais fina que a de um adulto e também ainda está passando por adaptações e desenvolvimento no ambiente fora da barriga da mamãe.


6 dicas para não deixar a pele do bebê ressecar no inverno


Dê banho morno e não quente – A água quente pode ressecar a pele do bebê, o ideal é que ela esteja entre 36 e 37 °C, mesmo em dias muito frios. Para evitar a friagem o ideal é manter o ambiente no qual o banho será dado aquecido.

Dê bastante líquido para o bebê – Assim como os adultos, os pequenos também precisam ingerir bastante líquido. A água ingerida é eliminada no suor, urina e respiração, por isso, é importante repor o líquido perdido para que o corpo não fique desidratado e a pele ressecada.

Proteja a pele do bebê das agressões climáticas – Não deixe o bebê exposto ao vento forte e ao sol. Quando a temperatura cai, o vento frio pode ressecar a pele e os lábios do pequeno. Abuse de gorros e luvas!

Mantenha o ar da casa úmido – Em regiões com o ar mais seco ou um ambiente ressecado pelo uso de aquecedores e ar condicionado, o ar pode ser umedecido com o uso de um umidificador de ar, toalhas molhadas penduradas ou um balde com água no ambiente, nesse último caso somente para bebê muito pequenos, pois há risco de afogamento.

Use óleo e hidratantes corporais para ajudar na hidratação – O óleo forma uma película protetora sobre a pele que impede a perda de água. Já o creme hidratante possui substâncias que penetram na pele, fato que garante a hidratação. Ambos precisam ser neutros e específicos para crianças. É recomendado aplica-los até três minutos após o banho para não reduzir o efeito hidratante.

Use produto neutro, específico para bebês – Suaves e com aromas sutis, os sabonetes líquidos têm uma composição ideal para a pele do bebê. Eles podem ser usados sempre, até por crianças maiores em casos de sujeira em pouca quantidade. Depois dos seis meses de idade, um shampoo feito com substâncias recomendadas para os fios é o suficiente e ajuda o não ressecamento da pele e o couro cabeludo da criança.

Via: Alô Bebê

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